sexta-feira, 7 de junho de 2013 0:00

Vacinação contra a paralisia infantil começa neste sábado

Acontece neste sábado (08) o Dia “D” de Vacinação contra a paralisia infantil para crianças entre seis meses até menores de cinco anos. Em São Luís, a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Saúde (Semus), disponibilizou mais de 250 postos de vacinação, entre fixos e volantes que funcionarão das 8h às 17h.

 

Além das unidades de saúde, praças, shoppings, associações e escolas, por exemplo, estarão com equipes de vacinação. A ação faz parte da Campanha Nacional de Vacinação contra a Paralisia Infantil que será realizada até o dia 21 de junho. A abertura oficial da Campanha em São Luís acontece na Unidade Mista Itaqui-Bacanga, às 8h.

 

No Brasil, a meta é imunizar mais de 12 milhões de crianças. Em São Luís, a meta chega a 70 mil.

 

Segundo a secretária adjunta de Ações em Saúde da Semus, Sílvia Helena Cavalcante, aproximadamente, dois mil profissionais estarão trabalhando na Campanha. Quem não conseguir levar seus filhos neste sábado, a partir da próxima segunda-feira (10), a vacinação continuará sendo ofertada até o final da Campanha nas Unidades de Saúde da Rede Municipal.

 

De acordo com as orientações do Ministério da Saúde (MS), para receber as duas gotinhas da vacina, a criança deve estar com a vacinação em dia. Neste caso, os pais podem levá-la a qualquer um dos postos instalados para a vacina. Caso não tenha iniciado a sequência da vacinação ou ter perdido uma das etapas, deve procurar, especificamente, uma Unidade de Saúde fixa onde a imunização também acontecerá, neste caso, através da forma injetável. O ideal, segundo o MS, é que as crianças recebam as primeiras doses aos dois e aos quatro primeiros meses de vida.

 

É muito importante, também, que a carteirinha de vacinação seja levada junto com a criança. É neste documento que serão registrados todos os passos das imunizações realizadas.

 

Sobre a doença

 

A paralisia infantil (poliomielite) é causada por um vírus e é transmitida de pessoa a pessoa, normalmente através do contato com as fezes contaminadas. A doença ataca os nervos e pode levar à paralisia total ou parcial.

 

Os tratamentos realizados com foco na doença visam apenas adotar medidas que minimizem as suas complicações. “Não existe cura para a poliomielite. A melhor forma de preveni-la é a vacinação”, alerta Silvia Cavalcante.

  

Sintomas

 

Os sintomas são parecidos com uma gripe associada com náuseas, vômitos e dores abdominais. O vírus é capaz de chegar ao sistema nervoso através da corrente sanguínea, podendo ocasionar paralisia total, principalmente das pernas.

 

A paralisia irreversível geralmente acomete uma em cada 200 infecções. Desses, de 5 a 10% morrem quando os músculos que permitem a respiração ficam imobilizados.

 

Cenário da doença no País

 

Desde 1990 não são registrados casos da doença no Brasil. As Campanhas, que acontecem há 34 anos, têm como foco prevenir o surgimento de novos casos. No mundo ainda existem países endêmicos e outros que restabeleceram a transmissão, muitos deles no continente africano. A preocupação é quanto a importação do vírus desses países. Com a proximidade de eventos internacionais como Copa do Mundo e Olimpíadas onde o fluxo de turistas aumentará, é necessário que se fique neste estado de alerta.

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